Revista Trimestral da Aitiara Escola Waldorf

Primavera Micael

época de páscoa

Escola Aitiara, Pedagogia Waldorf, rudolf steiner

Época Outono Páscoa

De fora para dentro e vice-versa

Ivanildo aluno do 11° ano | Edição #22 Março 2017 | Outono Páscoa

(um aluno que chegou agora em nossa escola)

Em abril de 2016 estive em Brasília na Conferência Nacional de Direitos das Crianças e Adolescentes, como delegado estadual do Rio de Janeiro. Lá conheci Helena Duarte que me apresentou suas vivências na Pedagogia Waldorf da escola Aitiara em Botucatu.

Ao longo de minha vida, especialmente através das experiências vividas no Projeto Garoto Cidadão na cidade de Itaguaí (RJ), percebo-me interessado em ampliar meu olhar, meu conhecimento do ser humano, sua cultura, seus valores sócio-políticos, enfim, tudo o que o caracteriza como ser vivente. Tenho sede de conhecimento, especialmente para tornar esse conhecimento uma ferramenta de atuação pela justiça social, pelos direitos humanos, entre outras coisas.

A vivência num bairro “rural” voltado a valores ecológicos, de respeito à terra, realizando agricultura orgânica, e estudar numa escola com uma pedagogia que crê no ser humano integral, e que para isso oferece possibilidades de desenvolvimento em todas as áreas da alma humana (pensar, sentir e querer), pareceu-me uma chance de diversificar minhas vivências, ampliar minhas ferramentas de autoconhecimento, consequentemente de auto educação e de participação social. Percebi também, através das conversas com a Helena, algo que faz muito sentido pra mim na educação de crianças e jovens, é que a vivência escolar na Aitiara possibilita a formação de pensamento crítico, para que, de fato, nos tornemos agentes de mudança de nós mesmos e de onde estivermos, autores pró ativos de nossa própria biografia.

Através de toda a minha vida, aprendi com a realidade, muitas vezes dura. Essa jornada muito me enriqueceu e acordou em mim o desejo de tornar-me cidadão plenamente engajado no entorno, seja ele qual for. Portanto, vim aprender aqui aquilo que puder, para então transformar tudo em ferramenta de trabalho humano, em mim e onde eu estiver. E naturalmente, oferecer o que tenho aprendido, numa troca dinâmica, cooperativa e entusiasmada. Ivanildo, 11o ano

 

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